Quer expressemos opiniões otimistas ou pessimistas sobre o "novo normal" em 2025, as preocupações com o futuro próximo dos humanos e das tecnologias digitais são reais. Seus pontos de vista abrangeram vários temas que podem ser resumidos em um: os privilegiados desfrutam de mais vantagens; os desfavorecidos ficam ainda mais para trás.
Grande parte de nossa preocupação se concentra no crescente poder das empresas de tecnologia que controlam os fluxos de informações na vida das pessoas e seu potencial para comprometer a privacidade e a autonomia dos indivíduos.
É preocupante que possa existir um mundo de gênios da tecnologia que não sabem discernir o certo do errado e o bom do ruim. E há um mundo de usuários dessa tecnologia que venderão sua alma por um emoji risonho.
A maioria dos problemas ligados aos modelos de negócios da Big Tech visualiza ser altamente improvável que haja um movimento bem-sucedido em breve para mudar o capitalismo de mercado e a imperativa competição de tornar o lucro a principal prioridade.
As soluções para esse problema têm uma qualidade de dois gumes porque a oportunidade e o desafio estão igualmente presentes.
A disseminação de mentiras por meio das mídias sociais e outras plataformas digitais prejudicará os sistemas sociais, políticos e econômicos. Alguns dos prováveis antídotos podem interferir nas liberdades civis. O fluxo aparentemente imparável de mentiras e desinformação online é divisivo, perigoso e destrutivo.
É preocupante que as soluções de monitoramento de saúde, vigilância do trabalho e segurança aplicadas hoje expandam a supervisão em massa, ameaçando os direitos humanos e levando mais regiões do mundo a se tornarem mais autoritárias.
Há uma variedade de desvantagens no teletrabalho, que cria preocupação com a automação acelerada de mais sistemas e processos de negócios, fazendo com que o número de empregos disponíveis para humanos diminua.
A tecnologia se tornará ainda mais difundida em nossas vidas, em todos os aspectos. Permitirá uma melhor dinâmica de trabalho, alternativas ao acesso às escolas e melhores cuidados com a saúde, mas terá um alto custo: maior vigilância, perda de privacidade e maiores riscos para as pessoas.
Chegará o momento em que as pessoas terão significativamente menos amigos, à medida que os relacionamentos diminuem devido à falta de contato pessoal regular.
A monopolização das empresas de tecnologia — muita atividade concentrada em quatro ou cinco megacorporações. Veja o impacto negativo da Amazon no setor de varejo em geral. Há muita dependência focada nas plataformas dessas empresas, com foco na tela para tudo: vida social, entretenimento, trabalho, artes. Há uma ênfase excessiva na sociedade no que a tecnologia pode fazer bem (conveniência) e não no que não pode (o nível de qualidade da interação ou experiência).
Já estamos sendo forçados a nos conformar com a digitalização de tudo, que separa as pessoas umas das outras, escravizando-as, facilitando a manipulação em massa e a opressão.
A tecnologia tem se tornado muito intrusiva e estamos permitindo que isso aconteça. Já fazemos parte de um estado de vigilância. Ao nos tornarmos completamente digitais, é emocionante, mas consequentemente perigoso. Isso torna as pessoas mais vulneráveis a serem manipuladas e atacadas.
As pessoas têm sido manipuladas artificialmente, o que só aumenta o que acontece organicamente. Há tanto dinheiro e poder em jogo que os maus atores terão uma vantagem no futuro próximo.
É notório que a humanidade está se autodestruindo. Só nós podemos salvar a nós mesmos. O "novo normal" é uma sociedade mais dividida do que nunca na história. Já estamos registrando cada respiração, cada passo, cada batimento cardíaco.
Cada pensamento será o próximo.
Ferramentas digitais amplificam tudo o que fazemos, mas não paramos para pensar sobre o que estamos fazendo no contexto geral, e será mais difícil fazer as coisas certas para a sociedade quando a mentalidade premente é o individualismo.
Não haverá apenas um "novo normal", mas vários. A maioria das pessoas no planeta será prejudicada, embora não no mesmo grau, pela automação e pelas estruturas econômicas. Haverá mecanismos de controle absolutos que favorecerão poucos às custas de muitos.
Uma coisa que se espera num cenário como este é a adoção entusiástica de tecnologias invasivas de rastreamento e monitoramento, juntamente com medidas políticas totalitárias para tentar controlar as pessoas de forma contínua, provavelmente com sucesso muito limitado.
Isso provavelmente anda de mãos dadas com muitos outros desenvolvimentos políticos ruins aliados a sistemas de governos corruptos e tiranos.
Não se pode negligenciar um colapso contínuo da sociedade e da economia ao longo do tempo e, talvez, em última análise, uma escalada crescente da violência, crimes, corrupção, depressão econômica e colapso no abastecimento de alimentos, o que aumentará a miséria.
Da mesma forma, também não se pode negligenciar uma grande guerra como uma possibilidade neste cenário, seja porque um governante tirano ou corrupto precisa distrair a população, ou porque alguma nação julga um oponente como vulnerável.
Este futuro se projeta como sendo um lugar muito ruim, para onde não temos a intenção de ir.